Vamos falar do Déficit de Atenção? Sintomas e tratamentos

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Distúrbio do cérebro comum em crianças e adultos, apresenta entre os principais sintomas a desatenção, impulsividade e a hiperatividade. O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico. De origem genética, caracteriza-se pela deficiência de neurotransmissores cerebrais, que são a dopamina e a noradrenalina.
Por isso, fique de olho: criança desatenta, preguiçosa. Adulto desorganizado, não consegue cumprir prazos e não se concentra em nenhuma atividade. Estes podem ser os sinais do TDAH.
De acordo com a psiquiatra e uma das coordenadoras do Núcleo de Apoio em Minas Gerais da Associação Brasileira de Déficit de Atenção (ABDA), Dra. Ana Cristina Mageste, o transtorno não atinge somente crianças, mas também adultos. “Segundo a Organização Mundial da Saúde, a prevalência mundial do TDAH é de 6% em crianças e adolescentes, e de 4,4% em adultos”, explica Ana Mageste.

Características principais

Na infância, o TDAH está associado às dificuldades na escola e no relacionamento com demais crianças, pais e professores. São crianças geralmente identificadas e “tachadas” como desatentas, que vivem no mundo da lua, desastradas, que falam demais e inquietas.
Mais comum nos meninos do que nas meninas, os portadores têm grandes dificuldades com regras e limites. Por isso, a importância de um tratamento interdisciplinar que abranja a parte medicamentosa, psicológica e pedagógica. Ou seja, é primordial a orientação para familiares, professores e o próprio portador. “Tratado logo de início, o portador poderá levar uma vida social e profissional normal”, esclarece a coordenadora do Núcleo da ABDA.
No entanto, muitos portadores descobrem o transtorno somente na idade adulta, quando entendem os problemas de desatenção para coisas do cotidiano e do trabalho. Como exemplo pode-se citar desorganização, esquecimento, inquietação, impulsividade e ansiedade. Além do que também são mais propensos a se envolver em acidentes, em particular os acidentes de trânsito.
Como resultado, portadores e familiares sofrem com os prejuízos acadêmicos e sociais que o TDAH provoca, além do preconceito. Muitos alunos são condenados pela baixa escolaridade e até mesmo com a exclusão escolar. Portanto, o diagnóstico precoce do TDAH é um dos mais importantes aliados no combate ao preconceito com os portadores do transtorno.

Sintomas mais comuns

– Desatenção
– Hiperatividade
– Distração (parece não ouvir o outro, por exemplo)
– Dificuldade em iniciar tarefas que requeiram esforço mental continuado
– Desorganização
– Perdem coisas facilmente
– Inquietação
– Impulsividade

 

Diagnóstico

Predominante clínico a partir de observações do paciente, da família e da escola, no caso das crianças e adolescentes. O transtorno foi descrito em 1775, por Melchior Adam Weikard, ou seja há mais de três séculos. Portanto, não é uma invenção da sociedade atual. Data de 1937 o primeiro relato científico de tratamento farmacológico registrado por Charles Badley.

Tratamento

Entretanto, apesar de não ter cura, muitos sintomas diminuem ou desaparecem na vida adulta. Entre os tratamentos disponíveis estão:

1 – Medicamentos estimulantes
2 – Exercícios físicos
3 – Terapia cognitivo-comportamental, terapias ocupacionais, fonoaudiológicas e psicopedagógicas
4 – Mudanças no estilo de vida
5 – Uso de recursos tecnológicos

Em suma, técnicas de organização, planejamento e aprendizado contribuem no tratamento. Da mesma forma que o apoio da família, escola, cônjuges e amigos são essenciais para ajudar o portador de TDAH e melhorar sua a qualidade de vida.

Mais informações: www.tdah.org.br

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