Setembro Amarelo – A causa e a luta contra o suicídio

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Considerado um tabu, o suicídio precisa ser abordado e tratado como fato social para que possamos assim realizar ações mais assertivas e minimizar as mortes.
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Campanha setembro amarelo

Setembro Amarelo - A causa e a luta contra o suicídio

Idealizado pelo Centro de Valorização a Vida (CVV) e Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), se tornou Setembro Amarelo pela associação ao dia 10 de setembro – Dia Mundial de Prevenção ao suicídio.

Esta data estipulada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) tem por objetivo trazer um assunto considerado ainda um tabu.

A idéia é tornar o tema mais presente e garantir a visibilidade da causa.

Escolas, universidades e Instituições públicas ou privadas, aderiram o movimento de norte a sul do país.

Este apoio em grande parte do país é visto pela cor amarela iluminando monumentos e fachadas para lembrar a importância de falar sobre o tema.

Lembrando que setembro é apenas um mês e o tema e sua prevenção devem ser abordados o ano todo.

Quebrando os mitos

É preciso reforçar que falar sobre o assunto não vai fazer uma pessoa se suicidar.

Pelo contrario, falar sobre o assunto abertamente pode ajudar a restaurar a esperança da pessoa com o pensamento suicida.

Na conversa ela pode encontrar apoio e enxergar um caminho alternativo.

“Você não precisa ser um profissional de saúde para apoiar alguém que está em risco. Só precisa ser alguém que está preparado para ter a conversa“, diz Julia Gillard.

Índices

Segundo a BBC, a cada 40 segundos alguém em algum lugar tira sua própria vida.

Quase 800 mil por ano morrem por suicídio, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

A segunda maior causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos.
Em 2016, a taxa de suicídio entre homens era de 13,5 a cada 100 mil, enquanto entre mulheres era de 7,7 por 100 mil.
No entanto a proporção entre homens e mulheres varia de país para país.

Quem pode estar mais suscetível ao suicídio

O suicídio pode estar associado a uma depressão ou vício, mas em sua grande maioria é causada em um momento de crise.

Estresse, problemas financeiros, desemprego, separações, dores ou até doenças.
Os índices são altos para grupos de “minoria”, imigrantes, indígenas, pessoas LGBT e presidiários.
De acordo com a OMS, pessoas que passaram por conflitos armados, desastres, sofreram abusos, perdas, violências ou sentem isolamento também estão em risco.

Uma pessoa pode se sentir isolada mesmo que rodeada de pessoas.

E pode se tornar opressivo quando não há pessoas ao redor que dêem apoio.

Estatísticas alarmantes e infelizmente pouco discutidas por existir um receio no tema.
E por mais solitário que o ato seja, famílias inteiras são impactadas.

Um estudo americano divulgado em 2018 diz que, para cada pessoa que se suicida outras 135 são afetadas, sendo familiares ou por ter proximidade com a pessoa.

Por isso é muito importante falar sobre o assunto.

O que a sociedade pode fazer no setembro amarelo e em todo ano?

A OMS diz que os governos podem tomar diversas medidas para prevenir o suicídio, incluindo:
Quebrar o tabu e falar sobre o assunto

Ajudar jovens a desenvolver habilidades úteis para lidar com as pressões da vida, especialmente nas escolas.

Treinar profissionais de saúde para lidar com comportamento suicida
Identificar e apoiar pessoas em risco e manter contato com elas no longo prazo

Podemos também no setembro amarelo

Todos podem ser divulgadores da causa, com ações na rua, caminhadas ou apenas usando o laço amarelo.
Seja qual for a sua escolha já despertará a atenção daqueles que não conhecem o setembro amarelo e sua causa.

Toda pequena ação pode salvar vidas.

Acompanhe as ações realizadas durante este mês clicando aqui.

Mãos fortes

Rede de apoio

É necessário conversar com a pessoa e estar preparada para esta conversa.

Essencial também é que a pessoa seja acompanhada por um profissional.

E ter a certeza de que ela conhece os caminhos para buscar ajuda.

Você pode indicar para a pessoa que ligue para o Centro de Valorização da Vida (188) quando precisar de mais apoio e também ligar caso precise.

Dê valor à vida.

Falar é a melhor Solução.

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