Racismo no esporte

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Episódios de racismo no mundo do esporte tem se tornado constantes. O diálogo aberto na sociedade é o caminho para por fim a esse absurdo.
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Racismo e intolerância no esporte

Racismo no esporte

O racismo no Brasil é inegável, consequentemente precisamos falar dele.
No esporte, principalmente no futebol, existem vários casos.
Recentemente tivemos casos de racismo no esporte e os episódios de intolerância racial tem se intensificado.
O posicionamento de personalidade importantes dentro do esporte é essencial para que o debate aconteça no futebol.
É inaceitável que continuemos assistindo casos de intolerância racial em partidas de futebol.
Jogadores do time visitante precisam, ainda hoje, serem protegidos por policiais para bater escanteios ou sair do campo após o final do jogo.

A importância do debate na sociedade

Muitos questionam o porquê de parte da sociedade não falar sobre o racismo, ou de questões que envolvem as minorias políticas.
Esse mal assola o Brasil desde os tempos de colônia, permanecendo até os tempos atuais, por mais que a sociedade evolua.
Mas não há mais espaço para o silêncio – inclusive dentro do futebol.
Em nossa sociedade o discurso legitimado vem do branco, então é importante que a voz das minorias políticas seja ouvida.
Manifestações racistas ainda são realidade nos estádios brasileiros, infelizmente.
É crucial que a voz de quem sofre isso na pele, seja escutada.
Os clubes deveriam criar um departamento que cuidasse do assunto diretamente.

Também é importante que os jornalistas falem mais dobre isso. Este debate deve estar presentes em todo tipo de mídia.

Essa é uma ferida aberta que provoca inúmeras mortes na população negra.

As vozes de quem participa do futebol

Marcão e Roger Machado são técnicos do Fluminense e do Bahia, respectivamente.
Em jogo que reuniu suas equipes, os dois únicos treinadores negros em atividade na atualidade se encontraram e eles levantaram a bandeira contra o preconceito.
Eles vestiam a camisa do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, entidade que acompanha casos de racismo no esporte.

“O negro não pode ser visto como o outro, pois ele é sujeito de sua própria história.”

Roger Machado evidenciou que não vai admitir ser silenciado.
“É necessária a discussão sobre o tema, porque não falar e negar confirma a existência do racismo”, disse ele.
O treinador apontou a responsabilidade do Estado pela ausência de políticas de promoção de igualdade racial.
Dentro ou fora dos gramados, o racismo deve ser discutido como um problema real, que afeta todo o esporte, no mundo inteiro.

Caso de racismo no futebol Europeu

O caso mais recente de racismo no futebol ocorreu em jogo na Bulgária.
Toda vez que os jogadores negros ingleses tocavam na bola, a torcida cantava cânticos racistas e sons de macaco.

O jogo foi interrompido duas vezes. Primeiro o narrador pediu para que os torcedores parassem, depois o jogo foi interrompido temporariamente.

Jogadores brasileiros sofreram com racismo na Europa, enquanto representavam seus times. Daniel Alves, Ronaldinho Gaúcho, atualmente Taison, Dentinho…são muitos casos.

Sentindo na pele

O ex-jogador Amoroso passou junto com sua esposa um conflito em um supermercado quando jogava pelo Borussia Dortmund, time alemão.
Sua esposa perguntou a uma funcionária, em inglês, sobre um produto.
A funcionária respondeu em alemão, que se ela não falava a língua nativa o que fazia no país?
Amoroso interveio e respondeu, em alemão, para a funcionária: ela falará alemão quando o Schumacher falar italiano.
Referindo-se ao alemão heptacampeão da F1, Michael Schumacher, que defendeu por anos a Escuderia Ferrarri e só concedia entrevistas em alemão.
Schumacher nunca foi obrigado a falar italiano só por morar na Itália.
Os atacantes Paulo Sérgio e Cafu enfrentaram racismo quando jogavam em Roma.
Na primeira visita ao CT do time, viram uma faixa escrita: Fora! Roma é só para Brancos.

Casos no Brasil

Estádios de futebol deveriam ser lugares para torcer e se divertir. Mas agora também são usados para pratica aberta de racismo.
A ONG ” Observatório da discriminação racial no futebol”, relata que nesta temporada houve mais de 60 casos de racismo.
O clássico recente entre o Cruzeiro e o Atlético-MG foi marcado por um insulto dos fãs a um Segurança negro.
Os episódios mostram que o esporte mais praticado no país é o reflexo da sociedade.
Muito ainda há que ser feito para acabar com tais casos. Isso precisa acabar!

A sociedade precisa conversar e debater sobre esse assunto e trazê-lo ao cotidiano do esporte. Assim o tabu pode ser quebrado e o problema diminuído.

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